Deputados escondem voto na reforma da previdência para receber recursos de Temer e com medo dos eleitores

Com medo da reação popular e perder votos de eleitores nas eleições que devem ocorrer em 2018, pelo menos 202 deputados preferiram não abrir o voto de como votarão na PEC 287 de Temer, que reforma a previdência para retirar direitos das trabalhadoras e trabalhadores. Desses, 57 parlamentares se disseram indecisos. É o que revela levantamento feito pelo Grupo Estado.

Antes da aprovação do parecer do relator Arthur Maia (PPS-BA) na Comissão Especial, o número de deputados que se escondiam no anonimato era 99. Ou seja, menos da metade.

O aumento dos indecisos foi acompanhado de uma queda entre os deputados que se diziam contra ou a favor à reforma. Entre os opositores, o número caiu de 276 para 225.

A redução de 51 parlamentares que se diziam opositores à reforma pode ser explicada com os mimos oferecidos por Temer. Nesta semana, o governo disse que vai liberar R$ 1,9 bilhão por meio de emendas parlamentares para bancar obras nas bases eleitorais dos deputados.

Entre os favoráveis, o número caiu de 100 para 83.

Para ser aprovada no plenário da Câmara, a PEC precisa de 308 votos, o equivalente a três quintos dos 513 deputados, e precisa ser votada em dois turnos

A desculpa dada pela maioria dos deputados que não quiseram anunciar posicionamento sobre como iriam votar é que ainda estão estudando o texto e que acreditam que a proposta deverá sofrer novas modificações durante a apreciação no plenário.

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