Após se safar da cassação no TSE, Temer quer retomar votação da reforma da Previdência

Uma das primeiras orientações de Michel Temer a sua base aliada, após se livrar da cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o voto de minerva de Gilmar Mendes, foi a retomada da tramitação da proposta de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

O vice-líder do PMDB, Carlos Marun, (MS), que presidiu a Comissão Especial da reforma da Previdência, disse que se reunirá com Michel Temer nesta segunda-feira (12) para tratar da reforma. Perguntado sobre a situação ainda bastante delicada de Temer o parlamentar tentou mudar o foco.

“A imprensa diz e nós sabemos que o Ministério Público não vai cessar enquanto não depor o presidente. Mas, passado tudo isso, precisamos mudar a pauta e colocar como principal as reformas que dever ser colocadas em votação em breve”, disse Manun.

O governo articula com a sua base aliada uma tramitação rápida da denúncia que deve ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer.

O objetivo é evitar que novos fatos venham a fortalecer as denúncias, assim como evitar o desgaste do presidente com noticiários negativos e abordagens sobre os crimes de que é suspeito: obstrução da justiça, formação de quadrilha e corrupção passiva.

“Tem de resolver em uma semana”, disse o vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP).

Assim que for apresentada pela PGR, a denúncia será enviada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Normalmente, a tramitação leva pelo menos um mês e meio. Mas a orientação de Temer é não usar todas as dez sessões para a defesa e assim agilizar a votação.

Para ser aprovada em plenário, a denúncia precisa de 342 votos. A base governista considera improvável ter menos de 172 votos para barrar a aprovação da acusação.

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