Anapar tenta alterar proposta de transferência de gerenciamento dos fundos de pensão que deve ser pautada na próxima reunião do CNPC

Prevista para setembro, a próxima reunião do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) deve pautar a proposta de resolução que disciplina as operações de transferência de gerenciamento apresentada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Da forma que foi apresentada, a Anapar é contra e se posicionará no sentido de alterar alguns pontos da matéria.

A Anapar entende que a proposta facilitará a transferência da gestão dos planos dos fundos de pensão para outras entidades que, na verdade, são extensão de bancos e seguradoras, mesmo classificadas na categoria de  “entidades fechadas sem fins lucrativos”.

O presidente da Anapar, Antônio Braulio de Carvalho, defende que o sistema de previdência fechada precisa ser fortalecido e preservado, porque o que vem ocorrendo hoje é uma visível política de favorecimento das entidades administradas pelo setor financeiro, em detrimento dos fundos de pensão.

“Os bancos têm visão de curto prazo e não se interessam em investimentos com retornos em 10, 20 ou 30 anos, como os que são feitos nos fundos fechados”, afirma Braulio. “Não somos contra o aperfeiçoamento do sistema, mas que continuem com a participação dos trabalhadores, pois é o futuro deles que está em jogo”, acrescenta.

Braulio explica que os fundos de pensão fechados atuam na perspectiva de longo prazo e não têm fins lucrativos. “Nossa preocupação é com o futuro do trabalhador, no sentido de que ele tenha um benefício capaz de complementar a sua renda na aposentadoria e dessa forma possa suprir a suas necessidades e da família”.

Estudo feito pela assessoria técnica da Anapar revela que o custeio administrativo com taxas de administração e carregamento praticadas nos fundos de pensão da previdência aberta, administrados pelos bancos, pode gerar para o participante um valor acumulado quase 60% menor do que acumularia em um fundo fechado de previdência.

Se a opção do trabalhador for pelo benefício vitalício, o valor mensal da aposentadoria complementar que receberá nos fundos de pensão pode ser até 238% maior.

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