Congresso arquiva 2ª denúncia contra Temer e governo volta a focar na reforma da Previdência

Michel Temer recebeu 251 votos favoráveis na noite desta quarta-feira (25) para o arquivamento da 2ª denúncia de investigação dos crimes de obstrução da Justiça e formação de quadrilha. A votação impede que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o presidente e dois ministros, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Todos foram acusados pela Procuradoria Geral da República (PGR) de receberem propinas da JBS.

Em relação à primeira denúncia de corrupção passiva, Temer recebeu agora 12 votos a menos. Ainda sim não foram suficientes para que o presidente e seus ministros fossem investigados pelos crimes apontados pela PGR. Para derrubar as duas denúncias, a equipe econômica de Temer liberou mais de R$ 32 bilhões em emendas parlamentares. Além disso, fizeram refinanciamentos (Refis) e perdões de dívidas a bancos e ruralistas.

Reforma da Previdência

Agora, o foco do governo volta a ser a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que reformula a Previdência Social. Para isso, Temer precisa de 308 votos dos 513 deputados e 49, dos 81 senadores.

Na segunda-feira passada (23), a CPI do Senado concluiu que não há déficit na Previdência. Em seis meses de trabalho foram realizadas 26 audiências públicas e apresentados estudos e análises de especialistas. Veja como foi.

Para especialistas, o relatório aprovado pela CPI será um instrumento de resistência contra a reforma da Previdência.   Pelo lado do governo, o texto a ser analisado é o relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA), que foi aprovado pela Comissão Especial em maio deste ano. Contudo, devido às eleições do ano que vem há pouca disponibilidade dos deputados e senadores em se desgastarem ainda mais com a opinião pública. Por isso, o governo já discute com a base aliada enxugar a proposta.

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