Reagir contra a reforma da Previdência é um dever de todos, aponta presidente da Anapar

Na terça-feira (12) estão previstos protestos em várias cidades do Brasil contra a proposta de reforma da Previdência. A grande mobilização nacional será em resposta à possibilidade do governo colocar em votação a PEC 287/16, que retira uma série de direitos da classe trabalhadora.

Inicialmente, o governo previa colocar a proposta em votação no dia 6 de dezembro. Mas segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais articuladores para aprovação da matéria, a data será adiada porque o governo ainda não tem os 308 votos necessários.

Perguntado se ainda faltavam muitos votos para o governo, Maia se limitou a responder que sim. Disse também que só vai colocar a PEC em votação “quando tivermos os votos”.

O vice-líder do governo, deputado Beto Mansur (PRB-SP), avalia que a matéria pode ser votada em primeiro turno no dia 12 de dezembro e no dia seguinte, em 2º turno. A expectativa do governo se baseia na liberação de mais R$ 7 bilhões em emendas parlamentares para ajudar a convencer mais deputados.

De “enxuta” a nova proposta não tem nada. Muito pelo contrário, continua tão prejudicial quanto a anterior. A PEC 287 ainda representa um enorme retrocesso para os trabalhadores da iniciativa privada bem como para os servidores públicos, que deverão contribuir por 40 anos para ter direito à aposentadoria.

Em carta dirigida aos dirigentes da Anapar, a entidade se mostrou bastante preocupada com a nova realidade no mercado de trabalho. Isso porque tanto a previdência pública como a previdência complementar fechada estão em vias de serem inviabilizadas.

“A reforma trabalhista recém-aprovada jogará milhões de brasileiros para o mercado informal de trabalho, sem vínculo empregatício nem previdência pública, com salários rebaixados, empregos temporários sem remuneração mensal fixa. É ilusão pensar que este trabalhador fragilizado, sem emprego permanente nem rendimento constante vai pensar no futuro e aderir à previdência complementar, quando sua preocupação central é garantir a sobrevivência diária de sua família”, aponta a nota.

O presidente da Anapar, Antônio Braulio de Carvalho, destaca que a agenda de reformas do governo Temer está retirando uma série de direitos da classe trabalhadora, assim como estão inviabilizando inúmeros investimentos sociais.

“O momento é bastante delicado para os trabalhadores, por isso essa grande mobilização é muito importante. Precisamos reagir e a reação só será possível com a participação de todos”, avalia Braulio.

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