Caso não consiga votar reforma da Previdência em fevereiro governo pode tentar aprovar matéria depois das eleições

Com a possibilidade real do governo não conseguir os votos para  aprovar a reforma da Previdência, que vai obrigar as pessoas a trabalharem por mais tempo sujeitas a ganharem menos, o plano B da equipe econômica de Temer é votar a PEC 287/16 em novembro, após o processo eleitoral. Mas a pretensão do governo ainda é votar a matéria em fevereiro, quando termina o recesso dos deputados.

Segundo levantamento do próprio governo, ainda faltam cerca de 50 votos para obter os 308 necessários. Com a decisão do STF de manter a suspensão da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho, o quórum fica ainda mais distante, uma vez que a bancada do PTB vem dando sinais de revolta com a dificuldade enfrentada na nomeação da correligionária, e conta com conta com 16 votos na Câmara.

A “janela” para votação em novembro se daria, na visão do governo, porque boa parte dos parlamentares pode não se reeleger. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a média de renovação na Câmara dos Deputados foi de 45% nas últimas três eleições.

Se uma parcela considerável dos indecisos, que gira em torno de 100, não for reeleita em outubro pode sim querer votar a reforma da Previdência após as eleições. Isso porque não terão mais nenhum receio com aquilo que os impede hoje, ou seja, com a perda de votos.

Para o presidente da Anapar, Antônio Braulio de Carvalho, a única alternativa é a classe trabalhadora continuar mobilizada. “Essa possibilidade existe sim e precisamos continuar muito atentos, pois esse governo já demonstrou que está disposto a retirar o máximo de direitos possível dos trabalhadores em favor dos interesses dos mais ricos do Brasil. Só com mobilização e pressão da sociedade conseguiremos resistir a mais esse ataque”, aponta.

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