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24/08/2007 - Ano VII - Nº 256

 
Nucleos: A segurança está ameaçada.
 
No final de 2005 o Conselho Deliberativo do Nucleos exonerou os diretores da entidade, acusados de operações prejudiciais aos participantes do fundo. Com base em auditoria feita por uma das patrocinadoras (Nuclep, INB e Eletronuclear) e em denúncias feitas por conselheiros eleitos do fundo, em conjunto com a Anapar, a Secretaria da Previdência Complementar determinou fiscalização no Nucleos e constatou irregularidades que vieram a público e que tiveram como conseqüência o afastamento dos diretores.

A nova diretoria nomeada pelo Conselho Deliberativo em setembro de 2005 determinou a realização de auditoria, que constatou prejuízo de cerca de R$ 40 milhões, causado por operações de aquisição de títulos públicos federais e outras, relacionadas à compra de debêntures e ações. A Secretaria da Previdência Complementar aplicou, em cinco processos abertos a partir de autos de infração, pena de inabilitação dos ex-dirigentes envolvidos e multas individuais que, em sua soma, chegam a R$ 100 mil reais para cada dirigente. A diretoria do Nucleos empossada em setembro de 2005 encaminhou queixa-crime contra os ex-diretores ao Procurador da República do Estado do Rio de Janeiro.

A história, no entanto, não termina aí e pode se repetir, agora como farsa. Com a anuência das demais patrocinadoras, a Eletronuclear está indicando, para a presidência do Nucleos, o engenheiro Guilherme Camargo, afastado da diretoria de Recursos Minerais do INB em 2005. Camargo é acusado, pelas entidades sindicais do funcionalismo destas empresas, de ter fortes ligações com os ex-diretores do Nucleos, condenados pela SPC por prejuízos causados ao fundo. Na última semana, nove sindicatos organizaram manifestação pública, no Rio de Janeiro, para protestar contra a provável nomeação de Camargo, que será submetida ao Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira, dia 27 de agosto.

A possibilidade de retorno de pessoas envolvidas com os diretores exonerados pelo Conselho causa extrema preocupação junto aos participantes, que não querem o fundo novamente envolvido em escândalos e nem a volta de operações que coloquem em risco o seu patrimônio.

A Anapar defende uma gestão profissional e correta nas entidades de previdência. Os dirigentes são gestores de recursos dos participantes e devem decidir pelas aplicações com base em análises e critérios técnicos. A preocupação central de diretores e conselheiros deve ser reduzir os riscos, garantir rentabilidade adequada e assegurar o retorno das aplicações. No caso do Nucleos, esta não foi a tônica dos antigos dirigentes exonerados.

A Anapar protesta contra esta nova interferência negativa das patrocinadoras e se solidariza com as entidades sindicais e os representantes eleitos pelos trabalhadores.
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