Documento sem título
|
|
|
Cultura da Terra
Conheça mais sobre esta atividade.
[clique aqui]
|
|
|
|
|
|
 |
|
28/11/2007 - Ano VII - Nº 265 |
| |
| Real Grandeza pode ser colocada em risco |
| |
Por orientação da diretoria de Furnas Centrais Elétricas, dois dos conselheiros deliberativos da Real Grandeza – Fundação de previdência patrocinada pelas empresas públicas Furnas e Eletronuclear – querem demitir o Presidente e o Diretor de Investimentos da fundação. Os dois conselheiros autores da proposta são indicados pela empresa patrocinadora Furnas. Um terceiro é indicado pela Eletronuclear e os outros três são eleitos pelos participantes.
Não existe qualquer acusação contra o presidente e o diretor de Investimentos, Sérgio Wilson e Ricardo Nogueira, nem foi instalado qualquer processo administrativo para investigar qualquer ato irregular que pudesse dar causa a uma proposta de demissão dos dirigentes. Sérgio Wilson tem mandato até agosto de 2008 e Ricardo Nogueira tem mandato até outubro de 2009. A pretendida exoneração é motivada exclusivamente por decisão política do atual presidente de Furnas, Luiz Paulo Conde, indicado pelo deputado peemedebista Eduardo Cunha, indicação confirmada pelo mesmo em entrevista ao jornal O Globo.
O combate à demissão conseguiu unir praticamente todas as entidades de classe representativas dos trabalhadores de Furnas – sindicatos, Intersindical, Associação de Aposentados –, além do Conselho Fiscal e dos conselheiros deliberativos eleitos. As entidades de classe têm se mobilizado contra a exoneração dos dois dirigentes por temerem que as novas indicações, motivadas por questões políticas, possam colocar em risco a administração dos recursos dos participantes. A Anapar se solidariza com os participantes e suas entidades de classe.
Os aposentados e participantes ativos da Real Grandeza têm muito claros na memória recentes fatos, de 2005, envolvendo investimentos no Banco Santos e perdas da ordem de R$ 150 milhões. Tais fatos causaram a demissão do antigo gerente de investimentos e de outras pessoas ligadas à entidade. Nos últimos dois anos, nenhuma nova perda foi constatada, atestando o bom resultado da atual gestão.
Segundo apontam as entidades representativas, os atuais dirigentes recuperaram a imagem da entidade e investiram em ativos de maior rentabilidade e menor risco. Neste período, a Real Grandeza vem sendo reconhecida pelo sistema de previdência complementar pelos bons índices de retorno de suas aplicações.
A Anapar protestou junto ao Conselho Deliberativo da Fundação Real Grandeza, por entender que a gestão do patrimônio dos participantes não pode ser colocada em risco e que a nomeação de novos dirigentes que têm a oposição do conjunto de associados arranha a credibilidade da fundação e compromete a capacidade dos novos dirigentes de gerir as reservas previdenciárias. |
|
|
|
|
Documento sem título
|