As entidades fechadas de previdência complementar (mais
conhecidas como fundos de pensão) têm um compromisso direto com mais de
2,3 milhões de trabalhadores, que comprometeram suas poupanças com o objetivo
de auferir um complemento de aposentadoria digno. Os fundos de pensão
têm também um compromisso com a sociedade, na medida em que administram
recursos da ordem de R$ 154 bilhões e devem realizar seus investimentos
com responsabilidade, auxiliando no desenvolvimento da economia, gerando
empregos e garantindo retorno financeiro adequado.
A boa gestão dos fundos de pensão depende da competência
dos seus administradores, mas depende também de muitas decisões que são
tomadas no âmbito do Governo Federal.
Além de indicar boa parte dos administradores dos fundos
(no caso das empresas estatais, onde inclusive esses administradores exercem
efetivamente o poder de decisão), o governo federal exerce também o poder
regulador e fiscalizador do sistema, através de órgãos como a SPC (Secretaria
de Previdência Complementar), CGPC (Conselho de Gestão da Previdência
Complementar, onde os representantes do governo têm maioria) e o CMN (Conselho
Monetário Nacional), que regulamenta os investimentos dos fundos.
Nos últimos anos, o governo federal tem tomado medidas
contrárias aos interesses dos fundos de pensão e aos seus associados,
gerando instabilidade e insegurança para o sistema, colocando em risco
o cumprimento dos compromissos com os participantes e com a sociedade.
Dentre as muitas medidas negativas, podemos destacar as
seguintes:
- Decretos ilegais, como o de nº 3721, que pretendia elevar a idade
de aposentadoria para 65 anos;
- Resoluções como a de nº 2829, que impôs prazos exíguos para enquadramento
em novo perfil de investimentos;
- Alterações de planos de benefícios, com fortes prejuízos para os trabalhadores;
- Regulamentação restritiva da lei, de maneira a reduzir o poder de
gestão e de fiscalização por parte dos associados e diminuir a democracia
e a influência dos participantes na gestão dos fundos;
- Proibição, pela SPC, da eleição de diretores pelos participantes;
- Veto à política de tributação definida pelo Poder Legislativo e posterior
cobrança de impostos desalinhada das melhores práticas internacionais;
- Tentativa de apropriação de superávits dos fundos por parte das empresas
patrocinadas pelo governo, em flagrante descumprimento da lei e com
anuência da SPC;
- Acerto de dívidas passadas através da emissão de títulos de longuíssimo
prazo, descasados das obrigações previdenciárias.
A história da previdência no Brasil, infelizmente, está
marcada pela freqüente quebra dos compromissos contratados com os trabalhadores.
Os fundos de pensão representam uma opção sólida e viável
de complementação de aposentadoria e de formação de poupança de longo
prazo. No entanto, correm riscos, se não forem observadas regras de estabilidade
e de democratização que assegurem a gestão independente e séria dos fundos,
e uma fiscalização que proteja os interesses dos seus participantes.
Cientes da importância que o governo federal exerce para
o futuro dos fundos de pensão, e cientes de que apenas o candidato Lula
assumiu compromissos com o pleno desenvolvimento desse sistema, com sua
democratização e com os direitos dos participantes, não poderíamos deixar
de nos manifestar neste momento de tamanha importância.
Os abaixo-assinados foram eleitos pelos trabalhadores para
a direção dos seus fundos de pensão, estão comprometidos com a gestão
independente e séria dos recursos frente a qualquer governo, e manifestam
seu apoio à candidatura Lula, certos de que esta é a melhor opção para
que os fundos venham a desenvolver seu potencial, cumpram seus compromissos
e contribuam com o desenvolvimento do país.
ASSINAM ESTE MANIFESTO:
- José Ricardo Sasseron – Presidente da Anapar
- Sérgio Rosa, Erik Person e Fernando Amaral – Diretores da Previ
- José Roberto Amaral, Jacques Pena e Arlindo Magno – Conselheiros deliberativos
da Previ
- Carlos Alberto Caser – Diretor da Funcef
- José Carlos Alonso, Antonio Bráulio de Carvalho e Francisca de Araújo
Assis Silva – Conselheiros deliberativos da Funcef
- Miguel Correia – Conselheiro fiscal da Funcef
- Ricardo Maranhão e Paulo César C. Martin – Conselheiros deliberativos
da Petros
- Wagner Pinheiro de Oliveira e Maria Auxiliadora Alves da Silva – Diretores
do Banesprev
- José Aparecido da Silva, Mário Sérgio Castanheira, André Moreno Vargas
e Gerson Lopes – Conselheiros deliberativos do Banesprev
- Antonio Sérgio F. Godinho – Conselheiro fiscal do Banesprev
- Valdivino Ferreira dos Anjos, Wanderley José de Freitas, Gentil Teixeira
de Freitas, Sérgio Pasqual Teixeira, Marcos Antônio Previato e Carlos
Rogério Araújo – Conselheiros curadores da Fundação Cesp
- José Aparecido Di Bastiani, Jamil Previato Corssi – Conselheiros fiscais
da Fundação Cesp
- Fernando José Tenório Acosta, Moacir Café, Osvaldo D’Estefano Rosica,
Alcides Moisés de Souza, Carlos Alberto Alves, Fernando Brandão – Comitê
Gestor da Fundação Cesp
- Cláudia Muinhos Ricaldoni – Diretora da Forluz
- Austen Harmentano Mudado, José Renato Barbosa, José Valentim, Plínio
Arantes, Joaquim Sávio e Luiz Cláudio Simões – Conselheiros deliberativos
da Forluz
- Antônio Reginaldo Correia, Augusto César Silva e Waldyr Biaggi – conselheiros
fiscais da Forluz
- Sebastião Lins – Diretor da Fachesf
- Mozart Bandeira Arnaud, Raimundo Jorge de Souza Santos, Clayton Ferraz
Paiva, José Carlos Venerando da Silva, Francisco Bezerra Rufino e Francisco
das Chagas Nascimento – Conselheiros deliberativos da Fachesf
- Robstaine Alves Saraiva, João Pereira Santos, Clinger Martins e Evandro
José Espíndola – Conselheiros fiscais da Fachesf
- Carlos Augusto Rocha, Fábio Soares Alves, Ana Guimaraens e Luiz Cláudio
Bizarro – Conselheiros administrativos da Fundação Banrisul
- Magda Romano e Eduardo L. Milward de Azevedo – Conselheiros deliberativos
da Braslight
- Valter C. Endres e Quirino José de Azevedo Rodrigues – Conselheiros
deliberativos da Fundação Ceres
- Elmo Emílio Novaes – Conselheiro fiscal da Fundação Ceres
- Marcos Antônio Carvalho Gomes e Sérgio Wilson Ferraz Fontes – Conselheiros
deliberativos da Fundação Real Grandeza
- Arnaldo Luiz de Oliveira – Conselheiro fiscal da Fundação Real Grandeza
- Miguel Ruy Bortolotto – Diretor financeiro da Fundação Eletroceee
- Cláudio Canalis Goulart, Cláudio Grimaldi Pedron, Aldo César Oliveira
e Rosmary Baldi Marques – Conselheiros deliberativos da Fundação Fundação
Eletroceee
- Ponciano Padilha, Gerson Gonçalves e João Roberto de Azevedo – Conselheiros
fiscais da Fundação Fundação Eletroceee
- Antonio Waldir Vituri – Diretor da Fundação Elos
- Claudius Charles Girard, José Nazareno Corrêa, Jorge Felipe Carminati
Grein e Juraci Luiz Bolognest – Conselheiros deliberativos da Fundação
Elos
- Clênio José Braganholo, José Klafke e Osmar Soares – Conselheiros
deliberativos da Fundação Celos
- Jovenor Pereira da Silva Júnior – Conselheiro Deliberativo da Eletros
- João Rodrigues de Oliveira Neto e Edson Pereira – Diretores da Faceal
- João Berchmans, José Aureliano e James Santos – Conselheiros deliberativos
da Faceal
- Gilsen Dorvillé e Ari Pedrosa – Conselheiros fiscais da Faceal
- Eduardo Simões Dias e José Hugo Bezerra da Silva – Conselheiros deliberativos
da Metrus
- Milton Néri Soares – Conselheiro fiscal da Metrus
- Pedro Augustinelli Filho, André Tivoli e Luiz Carlos de Faria Traves
– Comitê de gestão da Metrus
- Fernando E. V. Jogaibe, Carlos O. de Moura, Luiz Carlos de Carvalho,
Antonio Carlos T. Cordeiro e Vladimir de M. Guimarães – Conselheiros
deliberativos da CBS
- Arthur Streva Pereira – Conselheiro fiscal da CBS
- Luiz Carlos Cardoso Viana e Cláudio dos Santos Nascimento – Conselheiros
deliberativos da Faceb
- Madson Paz de Souza, Francisco das Chagas do Valle Sidu, Luis Paulo
A. da Silva e Aser João F. de Morais – Conselheiros deliberativos da
Capaf
- Maria de Lourdes S. do Rosário, Antonio Lucas de Araújo e Augusto
Lucas de Fonseca Neto – Conselheiros Fiscais da Capaf
- Francisco J. Moura Silva, Roberto César Viana, Nortemiro Morais dos
Santos e Sílvia Figueroa de Matos – Conselheiros deliberativos da Cafbep
- Alfredo da Paz Neto e Elmar Gomes de Araújo – Conselheiros deliberativos
da Facepi
- Samuel Darcy Fontenelle e José Vieira dos Santos – Conselheiros fiscais
da Facepi
- Jesus Divino Barbosa, Ednaldo Pinheiro Chaves, Sinomário Miranda,
Adriano Paiva de Paula e Hugo Alberto Ramos França – Conselheiros deliberativos
da Eletra
- Marcos Silva Marques – Conselheiro fiscal da Eletra
- Carlos Orpham – ex-Conselheiro deliberativo do Economus
- Márcio de Souza Rocha, Valdomiro Dionísio da Silva e Paulo de Tarso
Ferreira Jones – Conselheiros deliberativo da Comprev
- Josemar Alves de Souza – Diretor da Faelba
- Paulo de Tarso Guedes B. Costa, Jader Martins Guedes, Raimundo Nonato
B. Ribeiro, Sandro E. Campos dos Santos, Antonio Carlos Lopes de Lima
e Veroilson Martins – Conselheiro deliberativo da Faelba
- Jacson Silva Rodrigues, Gualberto Rodrigues Santos Fº e Wladmir Jonas
Primo – Conselheiros fiscais da Faelba
- Humberto Vieira, Cesário Macedo, Juarez de Paula e Moraes Siqueira
– Conselheiros Deliberativos da Faelce
- Francisco Colares e Regina Alencar – Conselheiros fiscais da Faelce
- Liane Câmara Matoso Chacon – Diretora da FASERN
- Etvaldo Andrade Luz e Francisco de Assis Formiga – Conselheiro Deliberativo
da FASERN
- Flávio Leonardo Silveira Rodrigues e Itibiriçá Silva Machado – Conselheiros
curadores da Fundação CRT
- Rui Porto Rodrigues, George Denis B. Labourdette e Leandro Alves de
Almeida – Diretores da Fundação Corsan
- Marilui Sá Brito, Catiane Peters Pacheco, Paulo Rogério Toporoff Lima
e José Francisdo dos Santos – Conselheiros curadores da Fundação Corsan
- Ademir Andrade de Oliveira, Helifax Pinto de Souza e Robson Ramos
Branco – Conselheiros deliberativos da Sabesprev
- Miguel Ângelo Ferreira Teixeira e João Prado de Andrade – Conselheiros
fiscais da Sabesprev
- Ronaldo Vieira Malta, João de Andrade Marques, Orlando dos Santos,
Milton Jorge da Silva Lima e Maria da Glória A. Mendes – Conselheiros
deliberativos da Portus
- João Lourenço Xavier e Eliane Delvito – Diretores da Prece
- Alzemiro dos Santos Dias, Valdemir Luiz de Carvalho, Albérico Sommer
da Silva, Arildo César Nogueira de Castro, Tânia Márcia Garcez Teixeira
e Luiz Carlos dos Santos Carpinelli – Conselheiros deliberativos da
Prece
- Josenil Renovado, Sebastião Moreira Silva e Carlos Ruy da Silva –
Conselheiros fiscais da Prece
- Paulo Figueiredo – Diretor de Benefícios da Nucleos
- Abel de Almeida, André Luiz Fernandes e Neildo de Souza Jorge – Conselheiros
deliberativos da Nucleos
- João Manoel G. Barbosa e Carlos Fernandes – Conselheiros fiscais da
Nucleos
- Itagibe Barbosa Lohmann – Comitê de investimentos do Isbre
- Nadir José Damo – Conselheiro administrativo do Isbre
- Adilson de Lélis – Conselheiro fiscal da Previminas
- Robson José Santana e Willadesmon Silva – Conselheiros deliberativos
da Previnor
- Maldo Pereira Gonçalves – Conselheiro Deliberativo da Previsan
- Valéria Borges da Silva e Jacir Alves da
Silva – Conselheiros fiscais da Previsan
- Aliomar Carvalho
de Jesus – Diretor de Seguridade da Regius
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