A gestão financeira na previdência complementar

De: 7 de janeiro de 2013 Clipping

A gestão financeira de longo prazo realizada pelas entidades de previdência complementar requer a reconsideração da noção usual de risco, com a revisão dos modelos clássicos de gestão. As primeiras técnicas de gestão financeira surgiram somente em 1952, com o “Portfolio Selection” de Harry Markowitz, cujo objetivo foi o de usar a noção de risco para formar carteiras para investidores que “consideram o retorno esperando uma coisa desejável e a variância do retorno uma coisa indesejável”. A diversificação dos investimentos é a chave desta teoria.

Além da diversificação, por meio de portfólios, o poder aquisitivo dos investimentos deve ser mantido, até o momento da aposentação, razão pela qual a gestão financeira de investimentos de longo prazo no âmbito da previdência complementar apresenta peculiaridades, que a diferencia da gestão de outros ativos financeiros, pois nela estão envolvidas duas questões específicas, quais sejam: a forma de manutenção do equilíbrio entre as contribuições e os benefícios, e a forma de  utilização dos investimentos disponíveis para manter este equilíbrio.

Os gestores financeiros das entidades de previdência privada enfrentam a difícil missão de conciliar o risco e a segurança, resultando na gestão dos riscos. De um lado da fronteira está o risco mínimo e do outro lado a rentabilidade máxima. É o enfrentamento do binômio risco/retorno.

Para a manutenção do poder aquisitivo, fator que determina o valor futuro da aposentadoria, é preciso administrar o risco de inflação, cuja previsão é muito difícil nos investimentos de longo prazo, posto que é possível projetar apenas a rentabilidade nominal, sem que se determine a rentabilidade real.

Na administração do risco inflação a diversificação do portfólio de investimento permite o aumento da rentabilidade sem o aumento do risco. Todavia esta diversificação exige conhecimento é técnica para que os melhores resultados sejam alcançados.

Esta abordagem mais do que suscita sobre a arte de gerir investimentos de longo prazo como são os aportes em planos de previdência complementar deixa claro que esta gestão deve ser realizada por pessoas com elevado conhecimento técnico, livres de qualquer abordagem política, as quais devem efetuar os investimentos sempre objetivando aumentar a rentabilidade e evitar riscos, na estrita acepção da gestão prudencial.

Quando uma pessoa opta por ingressar na previdência complementar não deve avaliar se os gestores são seus conhecidos, amigos, colegas de associações, mas sim se são técnicos renomados e eficientes, se tem capacidade plena de gestão, se conhecem profundamente o setor em que atuam. A boa gestão é a chave de qualquer sistema previdenciário.

Fonte: Último Segundo

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