Banesprev afasta diretora eleita

17 de Junho de 2022

Depois de iniciar um processo de sistemático ataque às conquistas dos participantes e assistidos do Banesprev, fruto de árduas lutas encampadas por sindicatos e associações, o fundo de pensão afastou Maria Auxiliadora Alves da Silva, diretora Administrativa eleita pelos participantes.

Em um processo totalmente irregular (veja matéria publicada na Afubesp) encaminhado pelo presidente do Banesprev, Valdemir Moreira de Lima, ao Conselho Deliberativo, o colegiado, presidido por Maria Lúcia Ettore do Valle, corroborou o afastamento com os votos em bloco dos quatro indicados pelos patrocinadores, e os votos contrários dos dois eleitos pelos participantes.

A lista de ataques aos que representam os participantes é quase interminável, pois esses dirigentes eleitos, profissionais respeitados e bem formados, comprometidos com a boa governança, incomodam muito em uma gestão que não prima pela transparência. Os eleitos não compactuam com os desmandos e registram em ata todas as irregularidades, de acordo com Maria Auxiliadora.

O processo para inabilitar a dirigente teve como base uma multa aplicada a ela pela Previc, quando trabalhou em outro fundo de pensão, na condição de chefe de gabinete, com participação em um Comitê de Investimentos. O investimento objeto da multa, um Fundo de Precatórios feito na gestão anterior àquela da qual participou, apresentou sérios problemas. A multa foi aplicada, de acordo com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), pela falta do devido acompanhamento desse fundo.

“Ora, o único acompanhamento que se pode fazer em um investimento dessa modalidade é a verificação dos vencimentos dos precatórios, sendo que era um fundo gerido por uma das maiores administradoras de recursos do mundo, a BNY Mellon (atualmente condenada em Primeira Instância a pagar pelos prejuízos causados por esse Fundo)”, diz a Maria Auxiliadora.

O Banesprev sequer teve o cuidado de verificar que ela entrou com recurso contra a autuação, ainda não analisado pela Diretoria Colegiada da Previc, o que suspende os seus efeitos. Mas o Banesprev tem pressa e atropela todos os normativos, como sempre tem feito nesta gestão.

No dia 06 de junho, durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Marcel Barros, presidente da Anapar, denunciou mais uma vez as manobras do Banesprev e da patrocinadora Santander para derrubar o mandato legítimo da diretora, apenas porque ela luta em defesa dos participantes que a elegeram. 

 

*Com informações da Afubesp

Whatsapp