Preocupação com déficits é debatida no CNPC

09 de Dezembro de 2021

Conforme anunciamos na semana passada, a Anapar levou à reunião de ontem, 8/12, do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), a preocupação com eventuais déficits em planos de benefício definido (BD), em decorrência da alta da inflação e da baixa rentabilidade dos investimentos, cenário que preocupa gestores de fundos de pensão.

O consultor Luiz Felippe Fonseca, sócio da EST Seguridade, alerta que muitas entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) podem chegar ao fim deste ano em situação de déficit. “Como sabemos que a maioria dos grandes fundos já carregam outros déficits equacionados de outros anos, os assistidos já estão pagando contribuições pesadas. Por isso é importante discutir o que fazer no caso de esses déficits se concretizarem e haver necessidade de equacionar os planos de benefício definido”, afirma.

A proposta da Anapar foi no sentido de buscar um acordo para adiar por um ano eventuais necessidades de equacionamentos de déficits de 2021, para ver se em 2022 o quadro pode ser revertido com possibilidade de recuperação dessas perdas. O superintendente da Previc, Lúcio Capelletto, afirmou que tem acompanhado o cenário com preocupação e que a Superintendência está atenta para tomar providências de forma a proteger os participantes. A Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) também manifestou preocupação com o tema.

A última reunião do ano foi presidida pelo novo subsecretário do Regime de Previdência Complementar, Narlon Gutierre Nogueira.

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