Retrospectiva 2021 por Sérgio Mendonça

09 de Janeiro de 2022

Em artigo publicado no portal Reconta Aí, o economista Sérgio Mendonça afirma que "se tivéssemos governo, a inflação poderia terminar 2021 em um patamar bem menor".

Leia aqui na íntegra: 

A inflação surpreendeu neste ano de 2021 na grande maioria dos países. Estados Unidos e países europeus conviveram com taxas de inflação que não se viam há muitos anos. Aqui no Brasil não foi diferente. A taxa anual ultrapassou os dois dígitos (10,42% medida pelo IPCA-15).

Ainda não é a taxa de inflação oficial de 2021 que será divulgada no início de 2022, mas provavelmente será muito próxima dessa.

O Brasil, contudo, apresenta uma taxa mais alta que a maioria dos países. Por que será?

Porque aqui temos um governo subserviente aos interesses das multinacionais do petróleo, dos acionistas privados estrangeiros e nacionais da Petrobras, dos interesses dos grandes operadores do agronegócio, e por aí vai. Somado à incompetência dos gestores da política econômica.

Se tivéssemos uma política de preços de combustíveis e do gás voltada para assegurar preços que preservassem o poder aquisitivo da população; se tivéssemos estoques reguladores para vários alimentos (arroz, feijão, óleo soja); se não tivéssemos descuidado da crise hídrica que levou à explosão das tarifas de energia elétrica; enfim, se tivéssemos governo, a inflação poderia terminar 2021 em um patamar bem menor.

Provavelmente teríamos uma taxa de inflação positiva em 2021, assim como no resto do mundo. Mas a nossa taxa tão alta é responsabilidade de um governo inepto e subserviente aos interesses do grande capital, e não aos interesses da população e dos trabalhadores.

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