‘Rombo’ nos fundos de pensão: uma história que só existe no Brasil

04 de Janeiro de 2021

Em artigo publicado na Rede Brasil Atual, o vice-presidente da Anapar, Marcel Barros, explica como ocorrem déficits nos fundos de pensão e como são usados, no Brasil, para criminalizar gestores com o intuito de alijar os trabalhadores de participar do gerenciamento de seus recursos, transferindo, assim, o patrimônio de  cerca de R$ 1 trilhão para o mercado financeiro. Leia aqui o artigo na íntegra.

"No mundo todo os déficits foram tratados como algo que ocorre em investimentos de longo prazo e quando a política de investimentos é seguida, apenas se deve fazer ajustes sazonais e aguardar a melhora da economia e a vida que segue. No Brasil, um grupo de interesses econômicos transformou o déficit em “rombo”e criminalizou os gestores dos fundos de pensão. Com a proposta de transferir a gestão do patrimônio de cerca de R$1 trilhão para o mercado financeiro, fez crer que resolveria o problema e que alijar os trabalhadores de participar do gerenciamento dos seus recursos era necessário. Essa luta ainda está sendo travada e deve durar muito. Notícias esparsas surgem de vez em quando, sempre reforçando as acusações e quando saem as sentenças inocentado os gestores há uma omissão escandalosa. Aos participantes é necessário a eterna vigilância, pois há muitos interesses em abocanhar a poupança previdenciária dos trabalhadores, a exemplo de alguns países como o Chile. É fundamental que os trabalhadores conheçam as consequências das decisões tomadas na gestão de seu patrimônio, especialmente quando a promessa é muito boa."

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