Trabalhadores da Eletrobras defendem fundos de pensão

04 de Julho de 2021

As entidades sindicais e associações de trabalhadores que compõem o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), travou uma luta árdua para evitar a aprovação da Medida Provisória 1031/2021, que o governo federal editou com o objetivo de privatizar a Holding Eletrobras, compostas pelas empresas Furnas, Eletronorte, Chesf, Eletrosul, além da própria Eletrobras,  entregando a soberania das águas e da energia do país a quem tem como único foco obter lucro às custas da sociedade brasileira.

Apesar da aprovação da MP 1031/2021 no Congresso Nacional, o CNE continua lutando contra a privatização da Eletrobras e, diante da severa crise energética que o Brasil atravessa, o governo federal adotou uma atitude de regramento por meio da MP 1055/2021, abrindo nova frente de batalha contra a privatização da Eletrobras e oferecendo a oportunidade para os trabalhadores lutarem pela salvaguarda de seus interesses nos fundos de pensão do qual são participantes: Previnorte, Fachesf, Real Grandeza, Elos e Eletros.

As entidades participantes do CNE buscaram apoio nas bancadas progressistas da Câmara dos Deputados para apresentarem emendas à nova medida provisória (MP 1055/2021), tanto no sentido de interromper ou anular o processo de privatização da Eletrobras quanto de evitar a retirada de patrocínio por parte das empresas que compõe a Holding Eletrobras,  buscando, assim, garantir a manutenção e a preservação de todos os direitos dos participantes e assistidos que construíram a Previnorte, a Fachesf, a Real Grandeza, a Elos e a Eletros.

Ao todo, foram apresentadas 17 emendas por vários parlamentares que compõe a ala progressista do Congresso Nacional, com o intuito de garantir a manutenção e a sustentabilidade dos fundos de pensão. A Anapar teve papel indutor nesse processo, ao lado de vários conselheiros eleitos dos fundos de pensão, de integrantes do CNE e de um representativo número de participantes das entidades.  No dia 4 de março de 2021, a Anapar realizou o Seminário: “Qual o futuro dos fundos de pensão frente os processos de privatização?”, que resultou em uma carta aberta aos trabalhadores da Eletrobras, que definiu oito eixos de ações, entre as quais o debate com parlamentares e representantes de outras esferas políticas, para lutar pelos interesses da sociedade bem como dos participantes dos fundos de pensão que podem vir a sofrer perdas com os processos de privatização.

As 17 emendas à MP 1055/2021, que visam dar segurança e salvaguarda aos participantes da Previnorte, da Fachesf, da Real Grandeza, da Elos e da Eletros, são um exemplo claro e inequívoco da luta da Anapar, do CNE e de todos os participantes desses fundos de pensão.

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