Boletim Nº 522 – Participantes da PREVIRB em luta contra revisão do estatuto

De: 16 de março de 2015 Notícias

Participantes da PREVIRB em luta contra revisão do estatuto

Em assembleia realizada na sede do GUIA (Grupo União dos Irbiários
Aposentados), perto de cem participantes da PREVIRB decidiram apoiar e participar
ativamente da luta contra a reforma do estatuto que tem por objetivo reduzir a
representação dos participantes e assistidos nos conselhos deliberativo e fiscal da
entidade de previdência. Participaram da assembleia representantes do SINTRES, o
Sindicato Nacional de Trabalhadores em Resseguros, e dois diretores da ANAPAR,
José Ricardo Sasseron e Roquiran M. Lima.

A patrocinadora, Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), privatizada em 2013,
está pressionando por uma mudança estatutária que elimina a paridade na gestão da
PREVIRB, reduzindo o número de representantes dos participantes de 3 para 2 no
Conselho Deliberativo e de 2 para 1 no Conselho Fiscal. Desta forma, quer ter controle
absoluto nas decisões da entidade, para fazer as alterações estatutárias e no regulamento
do plano que atendam exclusivamente aos seus interesses.

Os participantes ativos e aposentados não aceitam a mudança que lhes tira poder
de decidir e o transfere para a patrocinadora. Lutarão para manter a paridade e para
conquistar o direito de eleger pelo menos um diretor. Para isto, vão procurar canais
de negociação com a patrocinadora e recorrer, inclusive, à Comissão de Conciliação,
Mediação e Arbitragem (CMCA), instalada e coordenada pela Previc. Se necessário,
recorrerão ao Judiciário para fazer valer as suas reivindicações.

A assembleia elegeu três participantes e assistidos do plano de previdência,
para representa-los na CMCA. A ANAPAR dará toda a assessoria e apoio à luta dos
participantes e os acompanhará nas negociações e tentativas de conciliação.
O IRB tem participação acionária da União, do Banco do Brasil através da
subsidiária BB Seguros, da Caixa Seguros, do Bradesco, do Itaú e de outras empresas.
Governo, BB e Caixa têm cerca de 53% das ações.

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