Entidades devem se unir para defender sistema fechado de previdência complementar, afirma Antônio Bráulio de Carvalho

De: 17 de junho de 2020 Notícias

Durante o debate digital sobre previdência associativa e fundos instituidores, promovido pela Anfip, o presidente da Anapar, Antônio Bráulio de Carvalho, falou sobre os esforços da entidade na defesa dos participantes de fundos de pensão e sobre as propostas elaboradas pelo grupo de trabalho que estudou saídas para minimizar a crise do coronavírus, destacando a preocupação mais imediata com os planos de contribuição definida e de contribuição variável (ler mais aqui).

Assim como a gerente geral do Jusprev, Deborah Tradi Maggio, Bráulio destacou também as diferenças entre a previdência fechada (fundos de pensão) e previdência aberta (bancos, no geral). Para ele, os bancos querem disputar os quase R$ 1 trilhão de recursos administrados pelas entidades fechadas de previdência complementar. O presidente da Anapar alertou para a necessidade de as entidades se unirem em torno da defesa dos planos fechados – apenas para ilustrar, pesquisa realizada pela associação mostra que 30% do que o participante investe em fundos abertos ficam para os bancos. Os fundos têm estratégia de longo prazo, para cumprir o pacto previdenciário que estabeleceu com os participantes, enquanto os bancos, entidades com fins lucrativos, não.

Além disso, o dirigente questionou a assimetria entre a participação da sociedade civil no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e do governo, que tem mais assentos do colegiado, embora os fundos de pensão sejam instituições de direito privado, e não público.

Veja aqui o debate na íntegra

Deixe uma resposta

Scroll Up