Planos BD sentirão o impacto da crise em 2021

De: 11 de maio de 2020 Notícias

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus atingem com intensidade o mercado financeiro brasileiro desde fevereiro. De acordo com o consultor e especialista em previdência complementar Luiz Felippe Fonseca, nem a renda fixa escapou. Em março, muitos fundos de renda fixa administrados pelos grandes bancos brasileiros tiveram rendimentos negativos.

E quais foram os efeitos dessa crise econômica nos planos de benefício definido (BD) nesse período?

Luiz Felippe Fonseca afirma que nos planos BD, há alguns efeitos imediatos, porém os principais impactos não aparecem neste momento. Os efeitos imediatos que podem acontecer são:

– Redução temporária nos salários dos participantes, o que pode influenciar o valor do benefício caso o participante esteja na iminência de se aposentar e caso esses salários reduzidos influenciem na média de cálculo;

– Realização de prejuízos pela necessidade de venda de ativos a preços baixos em razão da necessidade de liquidez para o pagamento dos benefícios.

A boa notícia é que não haverá redução no valor dos benefícios neste momento.

“De acordo com a legislação vigente, quando os planos de Benefício Definido apresentam déficits ao final do exercício, os fundos têm prazo de um ano para elaboração de um plano de equacionamento de déficit que será implantado no início do exercício subsequente”, explica Fonseca.

Ou seja, caso haja necessidade de equacionar eventuais déficits de 2020, as fundações devem elaborar planos de equacionamento em 2021 a ser implementados no início de 2022. “E esperamos que até lá a economia brasileira já tenha retornado aos seus níveis de normalidade.”

Luiz Felippe Fonseca lembra que eventuais déficits equacionados em planos BD têm suas contribuições extraordinárias rateadas entre patrocinadores, participantes e assistidos na proporção das contribuições normais.

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