Site permite “pressionar” deputados que votarão reforma da Previdência

De: 24 de abril de 2019 Comunicados, Notícias

Nesta terça-feira (23), a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, por 48 votos a 18, o relatório do deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL/MG), favorável à PEC 6/2019. A proposta de reforma da Previdência segue agora para análise de mérito em Comissão Especial, que terá 10 sessões para apresentar emendas.

Com isso, aumenta a importância dos cidadãos se mobilizarem em defesa das suas aposentadorias e pressionarem os parlamentares para que não sejam aprovadas regras prejudiciais à população. “Somente pressionando os parlamentares será possível vencer essa proposta de reforma da Previdência, que só reduz direitos das pessoas”, defende o presidente da Anapar, Antônio Braulio de Carvalho.

O site “Na Pressão” é uma ferramenta que está disponível para facilitar a interação entre os cidadãos os parlamentares. Para pressionar os deputados indecisos ou favoráveis à PEC é só acessar a página e clicar no botão “ativar ultra pressão”, que um e-mail será enviado para todos esses parlamentares. O cidadão também pode mandar uma mensagem de apoio aos deputados que são contra a proposta de reforma. Clique e confira!

Anunciada como fim de privilégios, a reforma da Previdência Social proposta pelo governo federal não retira regalias daqueles que são os verdadeiros privilegiados. Pelo contrário, amplia benefícios a categorias como militares e parlamentares e retira direitos da população.

Se a PEC 06/19 for aprovada, os trabalhadores estarão sujeitos a trabalhar por mais tempo ganhando menos, podendo perder, inclusive, remuneração no vale refeição e nas férias.

No caso das mulheres, que estão sujeitas a trabalhar dez anos a mais em relação ao atual sistema Previdenciário, também poderá haver alterações no auxílio maternidade. A aposentadoria especial para quem trabalha sob risco de morrer, de adquirir alguma deficiência ou ficar com sequelas pelo resto da vida é outra perda. Também estão em jogo reduções nas pensões e benefícios.

“Teremos grandes prejuízos se essa reforma for aprovada, perdendo direitos Previdenciários históricos. Mas mobilizados, temos plenas condições de sairmos vitoriosos nesse processo”, defende Braulio.

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