Suspender intervenção para votar reforma da Previdência só revela a falta de seriedade de Temer

De: 16 de fevereiro de 2018 Notícias

Ao mesmo tempo que decretou intervenção federal no Rio de Janeiro, Temer disse nesta sexta-feira (16), de forma contraditória, que suspenderia a interferência no estado para que os parlamentares pudessem votar a reforma da Previdência.

Por outro lado, com a intervenção decretada, a Constituição Federal não pode ser modificada. É o que determina o parágrafo primeiro do artigo 60 da carta magna.

O ato de desespero de Temer parece uma última cartada na tentativa de conseguir os votos de que precisa para aprovar a reforma da Previdência. Levantamento do próprio governo aponta que ainda faltam mais de 50 votos para aprovação da PEC 287/16.

Na avaliação do presidente da Anapar, Antônio Braulio de Carvalho, a intervenção federal proposta por Temer como medida de combate à violência carece, por completo, de seriedade.

“Se a intervenção federal tivesse sido feita exclusivamente para combater a escalada de violência no Rio, ela jamais poderia ser suspensa. Ainda mais para votar uma matéria com mais de 80% de rejeição da sociedade. Isso é algo totalmente absurdo”, chama atenção Braulio.

No entanto, o presidente da Anapar faz um apelo para que a população continue mobilizada e mantenha a pressão sobre os parlamentares dispostos a aprovar a reforma da Previdência.

“Não podemos subestimar esse governo que já demonstrou que está disposto a qualquer coisa para satisfazer os interesses dos mais ricos do Brasil em detrimento dos direitos dos trabalhadores. Por isso, temos que continuar firmes durante todo o mês de fevereiro contra essa reforma”, conclui.

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